Blog da Marsha

Dia a dia, experiências e aprendizado de Marsha Hanzi

O MODELO DE PLANTIO EM MARIZÁ

As chuvas chegaram a Marizá dia 20 de abril este ano (2018). Choveu por volta de 50 mm em todo, o suficiente para plantar. Hoje, dia 30 de abril, o tempo continua coberto e úmido, mesmo com pouca chuva per se. Como as chuvas só chegaram dia 29 de maio no ano passado, estamos muito felizes de poder plantar já em abril! Assim as culturas terão tempo para amadurecer e desenvolver sabores complexos.

Em uma semana fizemos dois campos de arado de boi para milho (só usamos o boi porque o trator resseca demais a terra), um campo de girassol, e dois campos grandes, nos pastos, de policulturas com milho para, em julho, implantar capim gripã, um capim leve, fácil de manejar, e muito apreciado pelos animais.

Mas a experiência nova que está mais nos animando é plantar no meio do capim. No ano passado, dois campos foram plantados de milho, e, depois da capina do milho, com fileiras de capim, palma forrageira e feijão de corda.

Este ano podamos o capim, deixando a palma, fazendo núcleos adubados de abóbora (um alimento básico aqui), preenchendo o restando do espaço com feijão de corda.

O  capim vai ser mantido podado, com nosso novo “brinquedo”, uma roçadeira costal, criando massa de cobertura e dando espaço para as culturas.  No final do ciclo da abóbora (a colheita prevista para setembro-outubro), o capim será permitido crescer, ficando um pasto excepcional, reservado para os meses secos e quentes.

Este campo vai servir de pasto durante dois anos, crescendo cada vez mais, graças ao desenvolvimento das raízes do capim e o impacto controlado dos animais.

Depois de dois anos, pode entrar em produção de culturas anuais de novo. Ainda não sabemos como vamos fazer para implantar as culturas, mas acho que podemos usar nosso “arado ecológico” – o porco!

Prometo dar mais notícias ao longo da estação.  Este modelo promete ser verdadeiramente “regenerativo”, já que o solo fica cada vez mais rico e biodiverso. Já foi comprovado que o lucro de uma fazenda tem relação direta com o teor de matéria orgânica no solo!  Quanto mais matéria orgânica, mais produção e menos gasto. Isto se consegue, no semiárido, através das raízes diversas. O capim é um elemento fundamental para isso.

 

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