MARIZA EPICENTRO MARSHA HANZI | PERMACULTURA | AGROFLORESTAS | TUCANO | BAHIA | BRASIL

 

 

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Marsha Hanzi

Suiça-americana, residente no Brasil desde 1976, é graduada em Antropologia pela Universidade da Flórida. Em 1991 realiza seu primeiro curso em Permacultura com Max Lindegger e Lea Harrison no Havaí, e em 1993 participa e traduz o curso de Bill Mollison e Scott Pittman em Porto Alegre.

Precursora da Permacultura no Brasil, Marsha é a fundadora do Instituto de Permacultura da Bahia, em 1992, e tem grande experiência com sistemas agroflorestais, agricultura sustentável e intuitiva incluindo o uso de florais, radiestesia, kineseologia. Também foi idealizadora do Projeto de Policultura no semi-árido que hoje trabalha com mais de mil famílias na região de Irecê sendo reconhecido com diversos prêmios.

Do signo de Ãries, é mãe de três filhas adultas. Seu sonho é que crianças deste lindo planeta azul tenham rios limpos para nadarem e árvores frondosas para subirem!

Marizá Epicentro

Este Projeto de Vida foi começado por Marsha Hanzi, fundadora do Instituto de Permacultura da Bahia, em conjunto com três vizinhos em março de 2002 em cima de areia nua ( após uma plantação de melancia) Só existiam dois cajueiros gigantescos no terreno de 7 hectares (Vovô e Vovó) e uma capoeirinha ao longo de um riacho seco. Esta região(de Caldas de Jorro) é rica em águas subterrâneas, mas em Marizá estas costumam ser salobras. A água do poço do projeto é relativamente boa.

O primeiro ano, 2002, foi de “chegarâ€- criar uma estrada, cercar os 7 hectares, fazer as primeiras construções (cozinha com área, banheiros e sala). Este foi um ano de El Niño, que significa seca extrema para esta região e sobreviveu muito pouco das primeiras tentativas de plantio.

O segundo ano de 2003 foi de “estruturação†- implantação dos sistemas de água com sisternas para captação de chuva e um poço de 21 metros de profundidade, moradia para a Marsha e definição das áreas de plantio. Uma roça redonda, de 7,900 metros quadrados, produziu amplas quantidades de melancia, feijão de corda, aipim e sorgo nas chuvas de verão (dezembro-fevereiro), mas deu resultados insatisfatórios nas chuvas de inverno. Esta roça hoje é bastante “evoluida†em termos agroflorestais, contendo muitas plantas nativas que são usadas para criar cobertura e adubo natural (especialmente a jurubeba, a rainha do nosso sistema).

O ano de 2004 foi o de aperfeiçoamento dos sistemas já implantados. A roça vai ser dividida em três partes(nas chuvas de inverno ,que começam em maio): uma para milho e feijão verde, uma para aipim e uma para produção de matéria orgânica (descanso). Vamos nos dedicar mais tempo às árvores e menos às culturas anuais, que podemos adquirir facilmente dos vizinhos. O nosso terreno arenoso não é próprio para milho
( mas produz melancia muito bem!)

Em 5 anos as árvores estavam em plena produção. Estas incluem: cajú, manga, goiaba, pinha, mangaba, murici, umbú, cajá, licori, acerola, jamelão, madeiras, e árvores leguminosas (como adubo e forragem).

Em Marizá vivenciamos o tempo orgânico, cíclico, não linear. Estes ciclos são marcados por celebrações, que vão desde pequenos momentos de reflexão a grandes festas envolvendo a vizinhança toda. As celebrações sempre marcaram a passagem do tempo na vida agrícola. São de vários tipos:

1. Ritos de passagem da Terra - mudanças de estação (solstícios, equinócios, lua cheia etc.);

2. Épocas agrícolas: de plantio, de colheita. No Brasil constuma-se festejar o primeiro milho com receitas especiais, que na região de Marizá é “Munguzá”, grãos inteiros de milho socados no pilão e cozidos com leite, açúcar e canela em imensas panelas, ao longo de muitas horas.

3. Ritos de passagem pessoais: aniversários, casamento, chegadas, partidas, etc. Em Marizá constumamos a fazer uma “festa dos Arianos” por haver muitos arianos na vizinhança ( inclusive a Marsha).

4. “Pow-wow”. Festival dos índios norte-americanos, onde a tribo se encontra para dançar por volta da fogueira, festejar, namorar, trocar sementes e informações.

             

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