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Agroecologia para o Sertão
9-16 de
agosto, 2008 Curso
profissionalizante com certificado
Marizá
Epicentro de Cultura e Agroecologia
Este curso é
baseado no artigo “Seis Passos para um Sertão Sustentável†de Marsha
Hanzi. Cada dia será dedicado a um dos passos da sustentabilidade e como estão
sendo aplicados no Marizá Epicentro.
Estes passos são:
Ø
Quebra-ventos
Ø
Cobertura do solo
Ø
Biodiversidade (Policulturas e agroflorestas)
Ø
Adubos locais (Compostagem, húmus de minhoca, farinha de osso caseira,
bio-fertilizantes, manejo de estercos etc.)
Ø
Manejo dos animais
Ø
Estratégias para a captação de água
Como
agosto é o final da época de plantio, os participantes terão a oportunidade
de avaliar os resultados das experiências no Epicentro e participar na colheita
dos produtos.
É
uma época bela no Sertão, ainda fresca e verde, com abundância de produtos
recém colhidos.
Em
todos os cursos no Epicentro, os participantes tem a
oportunidade de aprender as técnicas energéticas da agricultura moderna, tais
como radiestesia, toque quântico, kinesiologia e comunicação com a Natureza.
Terão a oportunidade de aplicar as técnicas num “jardim particularâ€
ao qual se dedicarão durante a semana. É um curso prático.
Recomenda-se
que os participantes fiquem para uma ou mais semanas de experiências depois do
curso, para aprofundar os seus conhecimentos.
Favor
ler o artigo “A Agroecologia não é uma nova forma de agricultura†para
entender o sentido mais profundo deste curso.
Preço : R$300 (2X
R$150)+ 40 de inscrição, preço
fixo. O preço inclui hospedagem e material didático.
Semanas de experiências: R$50 por semana + 6 horas de trabalho por dia
Instrutora: Marsha Hanzi e a equipe do
Marizá Epicentro
www.marsha.com.br
www.marizaepicentro.blogspot.com
marizaepicentro@yahoo.com.br
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Artigos
Seis
Passos para um Sertão Abundante
Imagine esta cena: de um lado uma terra estorricada, com uns pés de
mamona minúsculos morrendo de sede. A cinco metros, uma parede verde de
dois metros de altura, uma complexa mistura de mamona, andu (guandu), feijão
de porco, gergelim, feijão de corda, palma, árvores forrageiras e
mudas pequenas de árvores de frutas. Em baixo desta massa o chão é tão
molhado que parece que choveu naquele dia. Resultado da irrigação? Não. É
resultado do modelo agrÃcola apropriado para o clima semi-árido: a
policultura.
Existe o
mito que no Sertão chove pouco. Isto não é verdade. No Sertão chove “o
bastante†(às vezes chove bastante!) para o ecossistema de lá. Há um
conjunto enorme de fauna, ervas medicinais, madeiras nobres, frutas,
forrageiras e cultivos anuais adaptados para este clima. O problema é a perda
da água de chuva e não a falta de chuva. Pesquisas em regiões
semi-áridas, confirmadas pela EMBRAPA de Petrolina, mostram que o modelo
agrÃcola atualmente utilizado leva à perda de 80% da água, pela ação do
vento, do sol e da enxurrada. Na época das chuvas, os rios do Sertão
transbordam - onde há enchentes depois terá a seca, porque aquela água foi
embora.
Portanto,
o problema do Sertão é o manejo errado e não a falta de
chuva. Para se chegar a uma agricultura sustentável, mesmo em anos de grande
seca, precisam ser tomadas seis providências simples:
1.
Implantar
quebra-ventos
- o vento seco leva até 1,500 mm de umidade - três vezes mais do
que chove na região. Só esta estratégia pode resultar em benefÃcios enormes
para o agricultor.
2.
Cobrir o solo
- A matéria
orgânica no chão, além de impedir a incidência de raios solares, armazena a
umidade, conservando fresca a superfÃcie do solo, condição imprescindÃvel para
a presença de organismos benéficos. De fato, o processo de decomposição deste
material produz água como um dos sub-produtos.
3.
Policulturas
- uma
diversidade de plantas aproveita ao máximo cada gota de chuva, amplamente
provado pelo Projeto Policultura, do Instituto de Permacultura da Bahia, nas
regiões de Irecê, Cafarnaum e Jacobina, no Sertão baiano. Com a utilização
intensa do espaço por uma variedade de plantas, o agricultor colhe oito a quinze
espécies onde outrora haviam duas, aumentando enormemente a quantidade e
variedade de alimentos para a sua própria mesa e para o mercado. Nesta condição
de segurança alimentar e financeira, ele pode arriscar inserir na área novas
culturas.
4.
Plantar
árvores onde for possÃvel
- As árvores adaptadas produzem madeiras, frutas e forragem mesmo
em anos de El Niño, mantendo o clima mais fresco e úmido. Apesar da crença de
que árvores levam muito tempo para produzir, com policulturas é possÃvel ter um
sistema agrÃcola que em um ano produz culturas rápidas: palma, mandioca e capim
de corte; com dois anos produz caju anão, serigüela e ampla forragem arbustiva;
com quatro anos, pinha, caju (pe franco), goiaba; e com cinco anos, as primeiras
madeiras roliças para mourões (sabiá, eucalipto citrodoro). Assim, o agricultor
implanta uma agrofloresta integrada que produz ao longo do ano com um mÃnimo de
intervenção sem precisar esperar o tempo de maturação das árvores para ter renda
da gleba. Idealmente o Sertanejo deixará uma pequena área para as culturas
anuais (milho, feijão, etc.) e transformará o restante do seu terreno em
agrofloresta (pode ser forrageira para os animais), muito mais estável em tempos
de clima instável (de fato providenciando seu próprio micro-clima fresco e
úmido).
5.
Plantar
forragem para os animais -
Na seca o pasto morre, mas os arbustos e árvores forrageiras,
não. Isto impede que os animais rapem os campos de cultivo, que ficam
totalmente desnudados e degradados com esta prática.
6.
Colocar
cisternas em todos os telhados
- Cem metros de superficie
captam 20 mil litros de água, nos piores anos, e até 70 mil litros, nos anos
melhores.
O
problema do Sertão, portanto, não é a falta de água. É a falta de informações e
de assistência técnica apropriada para este clima. O sucesso do Projeto
Policultura, que já está no seu quinto ano, prova que a agricultura não-irrigada
no Sertão é capaz de providenciar abundância e renda, mesmo nos piores anos de
seca. Mais informações sobre o projeto podem ser obtidas no site
www.permacultura-bahia.org.br
Autora: Marsha Hanzi,
norte-americana radicada no Brasil há 26 anos, fundadora do Instituto de
Permacultura da Bahia e o Marizá Epicentro de Cultura e Agroecologia e autora
do livro Permacultura - O Sitio Abundante.
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A Agroecologia não é uma forma de agricultura
A
agroecologia é o estudo de ecossistemas em relação à produção de
alimentos. Mas leva a uma mudança
de paradigma profunda. Enquanto a agricultura impõe uma função artificial na
paisagem, a agroecologia estuda como podemos nos integrar com o ecossistema já
existente, ou criar ecossistemas análogos.
É a mudança do homem dominador da paisagem para o homem participante na
teia de vida complexa que ocupa um espaço.
Em
vez de estudar em livros, passamos a nos tornar Ãntimos de um lugar, conhecendo
as nuances de cada momento, percebendo quando algo mudou: uma planta nunca mais
vista, um novo canto de passarinho jamais ouvido. É se alegrar com a evolução
de um sistema que fica cada vez mais rico em espécies e fertilidade. Mas ao
mesmo tempo é aprender a fazer a leitura prática do local: os produtos para a
nossa alimentação, os elementos produtivos que podemos inserir como parte do
sistema já existente. O resultado final é também a nossa alimentação, como
na agricultura, mas o caminho é totalmente diferente.
Os
valores da agroecologia são outras. Na
agricultura visa-se a produção. Na
prática da agroecologia focaliza-se a saúde do sistema, confiando que este,
uma vez harmonizado, levará à fartura. É aceitar o fato de que JAMAIS vamos
entender realmente as complexidades da Vida. Mas podemos dançar juntos,
participando nos fluxos e refluxos do ano solar, numa atitude de profunda reverência.
É
confiar que a Mãe Natureza- ou Deus- oferece tudo que precisamos para viver, em
cada lugar do planeta. Só cabe a nós
entender a dinâmica em potencial de cada lugar.
De
fato é sair do mundo tecnocrata e artificial para um mundo simples e real,
concreto. Assim, embora a agroecologia seja uma forma de estudar, de observar,
se transforma também num estilo de vida, levando ao tão-sonhado Jardim de Éden
onde o homem e a Natureza se integram como um corpo só.
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Retiro de
Sonhadores
Ou
Eu
quero uma casa no campo
30 de agosto – 7 de
setembro 2008
Marizá Epicentro de Cultura
e Agroecologia
Tucano, Bahia
Com Marsha Hanzi
Ao contrário da maioria dos
cursos no Epicentro, que são dirigidos a jovens profissionais em agroecologia,
esta vivência é para quem sonha morar no campo e não sabe absolutamente nada.
Nunca colocou uma semente no chão, na saberia distinguir um pé de jurema de um
pé de jurubeba.
Vamos mostrar que esta vida
é viável, prazerosa e profundamente interessante. Vamos mostrar como uma famÃlia
pode viver bem em um hectare de terra (10,000 metros quadrados), que lhe
fornecerá alimentos, flores, material de construção, perfumes e sons deliciosos,
alimentos para os corpos fÃsicos e sutis.
Os participantes vão
perceber como um pedaço da Mãe Terra é uma janela para o universo,
conectando-nos a todas as dimensões, fonte de todas as informações que
precisamos para ter uma vida plena, em harmonia com a nossa essência mais
profunda.
Vamos argumentar que,
enquanto o Mundo Tecnocrata foi desenvolvido por um punhado de poderosos para
manter os humanos escravizados e temerosos, convencidos que "emprego" e
"dinheiro" são sinônimos de "sobreviver" , podemos transformar este mesmo mundo
em Jardim! O Ser Humano é incrivelmente poderoso na sua capacidade de criar.
Nesta vivencia vamos
ensinar como se planta uma árvore, como implantar uma horta, mesmo em areia
branca ( nosso caso no Epicentro), como aproveitar adubos locais para tornar a
terra fértil. Vamos visitar os campos de plantio e de experimentação do
Epicentro, vendo as mais diversas formas de manejo e de combinações de plantas.
Os participantes terão a oportunidade de implantar pequenos projetos próprios.
Vamos nos dar conta que
podemos nos alimentar de um pedaço de terra surpreendentemente pequeno. Em
troca, recebemos a nossa autonomia de volta, podendo decidir o ruma do nosso
dia, que se transforma em obra de arte. Podemos sentir orgulho de ser humano.
Podemos tornar nosso pedaço de terra um local de inspiração para todos que o
conhecem, uma arma sutil da libertação dos Homens e das Mulheres deste belo
Planta Azul.
(É nossa esperança que os
participantes desta vivência criem laços afetivos entre si , transformando-se em
grupo de apoio e de amizade,)
Datas:
30 agosto – 7 de setembro ( ou mais!)
Taxa:
R$40 inscrição + R$300 ( 2X R$150)
Alimentação:
Sertaneja, com opções para vegetarianos,a maior parte produzido no local ou na
vizinhança
Hospedagem:
Na Casa de Visitas, quartos para 2 – 4 pessoas ( 15 pessoas) ou em barraca
Clima:
quentinho de dia, fresco a noite.
Estágio,
cada semana subseqüente ao curso: R$50 por semana + 6 horas de trabalho diário.
Recomendamos calorosamente que os participantes da vivência fiquem para pelo
menos mais uma semana de estágio, para colocar em prática tudo que aprendeu.
Setembro é o começo da época da colheita.
Informações:
www.marsha.com.br
Contato com Marsha Hanzi:
mhanzi@yahooo.com
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POW-WOW
EM MARIZÃ
19 – 23
de setembro
Equinócio
de setembro, 2008
As
tribos norte-americanas viviam em pequenos bandos que, uma vez por ano, se
encontravam, sempre nos tempos de fartura. Estes encontros, os “pow-wowsâ€,
foram (e ainda são!) tempos
alegres, onde se contavam os acontecimentos do ano, trocavam sementes e informações
(e esposas!), dançavam e
basicamente celebravam seus laços de amizade e de tribo.
Este
“pow-wow†brasileiro é para criar e aprofundar laços de amizade entre os
profissionais e estudantes das áreas de agroecologia (agroflorestas),
permacultura e outras áreas afins. É previsto ser um evento social
e informal, onde de manhã trabalhamos em mutirão ( ou passeamos) juntos, à s
tardes partilhamos os nossos conhecimentos e histórias e à noite celebramos
com música, fogueiras, danças, ou simplesmente olhando as belas estrelas do
Sertão.
O
solstÃcio de setembro marca o final da época de plantio nesta região do Sertão
(onde as chuvas são de inverno). É tempo de colheita
e de preparar a propriedade para os longos meses de calor e seca. Os dias
já estarão esquentando, as noites ainda frescas. Podem ainda cair algumas
poucas chuvas, ou não. É um mês muito agradável, ainda verde, de
muita fartura.
Imaginamos
uma agenda bem flexÃvel, com, de manhã, propostas de mutirão na propriedade
mesmo, ou então passeios pela região e à tarde um espaço aberto para os
participantes apresentarem seus trabalhos ou partilhas sobre assuntos especÃficos
do interesse do(s) grupo(s). Podem também rolar oficinas práticas, conforme os
talentos que se apresentem.
Até
na cozinha podem rolar mutirões, para experimentar receitas novas com os
produtos tÃpicos do Sertão ( feijões diversos, cuscuz de milho,
puba (carimã), andu ( guandu) verde, abóboras, melões de vários
tipos, maxixe, etc. )
Vamos
celebrar o SolstÃcio ( o começo da nova estação) andando o labirinto juntos.
Tudo dentro da magia que é este lugar cósmico num belo vale sertanejo. É uma
excelente oportunidade de mudar sua idéia sobre o Sertão!
O
espaço comporta 30 pessoas, com uma casa de visitas , um salão grande e áreas
para barracas. A propriedade tem
sete hectares.
Local:
Marizá Epicentro de Cultura e Agroecologia - Tucano,
Bahia
Taxa:
R$100 . Esta taxa cobre o trabalho de divulgação,logÃstica e organização, a
equipe de apoio e a alimentação. Quem
quiser ficar mais tempo, antes ou depois do evento, para fazer estágio: R$50
por semana, taxa de alimentação.
Informações
com Marsha Hanzi: mhanzi@yahoo.com
www.marsha.com.br
Participe
do nosso blog:
www.marizaepicentro.blogspot.com
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